assisti hoje a o mundo em 2 voltas e simplesmente amei. intimista, interessante, o filme é de uma poesia multicultural memorável. com direção de arte belíssima - incluindo ilustrações e animações do francês laurent cardon construída sobre os relatos do que foi a viagem original de circunavegação do português fernão magalhães - o filme ainda conta com uma edição de som emocionante, para dizer o mínimo. e isso pra não dizer sobre a trilha sonora sensível e perfeitamente alinhada com o espírito de cada cena, a cargo do compositor e multinstrumentista marcus viana.
difícil mesmo foi conter a emoção da descoberta de traços característicos da cultura de cada um dos povos que o espírito aventureiro da família schürmann ia explorando pelo caminho, a bordo do veleiro aysso. dentre tantas outras, marcantes a cena da crucificação - atenção, com pregos de verdade! - na remontagem da paixão durante a páscoa em cebu, única província católica das filipinas; e a vista dos moais na aproximação da ilha de páscoa, o umbigo do mundo: simplesmente emocionante.
fui ao cinema com expectativa alta, admito. mas confesso ter saído de lá verdadeiramente emocionada com o que assisti; o filme excedeu em muito minha expectativa - além de ter ajudado a lavar a alma e renovar a esperança. valeu a pena!
segunda-feira, abril 30, 2007
segunda-feira, abril 23, 2007
o "causo" do roubo da batuta do villa
como assim? assaltantes entram pelo buraco do ar condicionado do museu dos teatros, no rio, e roubam entre outros objetos como computador, scanner, impressora e TV, nada menos que a batuta de jacarandá do nosso maestro villa-lobos. ah sim, o museu está sem segurança já desde o ano passado e os assaltantes talvez nem saibam que a famosa batuta está entre seus novos pertences, já que a vareta fininha estava próxima de outras, estas sim, com ponteiras de metal, douradas e prateadas. alguém se habilita a me convencer que esse é um país que ainda vale a pena?
caminhos
vou-me embora pra passárgada, lá sou amigo do rei. mas antes, pit stop no escritório; porque a vida é real e trabalhar é preciso...
sexta-feira, abril 20, 2007
drops de feriado
a cidade merecia mesmo a recuperação do asfalto, mas cadê a pintura das faixas minha gente? probleminha com o pessoal de suprimentos e faltou a tinta?
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acompanhei de longe a boa briga entre administração municipal de sampa e os stakeholders do ramo de publicidade com respeito à proibição da publicidade externa na cidade. aos meus olhos, o projeto Cidade Limpa tem mostrado uma são paulo que eu até então desconhecia. ou não enxergava mesmo, já que estava escondida atrás do mar de outdoors, placas, painéis, pinturas em muros, anúncios em táxis, ônibus, bicicletas, trailers, aeronaves, e afins. é claro que a limpeza desnuda construções feias e mal-conservadas... mas quando a chegar a tinta, é só sair renovando! :)
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"o meu mundo imaginário foi sempre o único mundo verdadeiro para mim"
(f. pessoa)
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acompanhei de longe a boa briga entre administração municipal de sampa e os stakeholders do ramo de publicidade com respeito à proibição da publicidade externa na cidade. aos meus olhos, o projeto Cidade Limpa tem mostrado uma são paulo que eu até então desconhecia. ou não enxergava mesmo, já que estava escondida atrás do mar de outdoors, placas, painéis, pinturas em muros, anúncios em táxis, ônibus, bicicletas, trailers, aeronaves, e afins. é claro que a limpeza desnuda construções feias e mal-conservadas... mas quando a chegar a tinta, é só sair renovando! :)
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"o meu mundo imaginário foi sempre o único mundo verdadeiro para mim"
(f. pessoa)
segunda-feira, abril 16, 2007
a vida é uma sequência de escolhas
porque escolher é preciso. e escolhas implicam renúncias. há escolha na ação, na reação e na falta de ambas. adiar uma escolha, é ainda uma escolha; escolher não decidir, é também escolher. (embora seja também se furtar o direito de capitanear a própria nau.)
escolher investir, promover, apoiar, desenvolver, suportar, compartilhar, perseverar é escolher fazer dar certo. muito embora, a dedicação dos melhores esforços individuais pode não vir a ser uma escolha alinhada de dois. mas também pode vir a ser. porque escolher é preciso.
o importante é ser feliz.
escolher investir, promover, apoiar, desenvolver, suportar, compartilhar, perseverar é escolher fazer dar certo. muito embora, a dedicação dos melhores esforços individuais pode não vir a ser uma escolha alinhada de dois. mas também pode vir a ser. porque escolher é preciso.
o importante é ser feliz.
domingo, abril 15, 2007
capitalismo inconseqüente
a escolha da unidade de apartamento no prédio onde decidi morar poderia ter sido feita com base no critério padrão: melhor orientação de acordo com a rota de nascer/pôr do sol, que segundo os entendidos são as unidades com face Norte. mas então, antes mesmo da decisão pelo prédio eu já havia feito uma outra menos ortodoxa: a escolha por morar em frente a uma das últimas quadras verdes, recheadas de pinheiros, ipês e outras árvores centenárias da região de santo amaro.
olhando de baixo, ou seja, do nível da rua, muitas foram as minhas idas e vindas pela região, durante meus vai-véns diários de cada para o trabalho para casa, confesso, só para contemplar a beleza do verde da quadra, um oásis em meio à selva de pedras do entorno.
nem é preciso dizer que a escolha do prédio e da unidade de apartamento de frente para o verde, foram absolutamente pautadas pelo terreno vizinho. olhando do alto do 11°, depois de me mudar, descobri que a densidade do verde do terreno era bastante irregular, concentrada nas laterais, já que havia um esqueleto de construção no centro esquerdo de quem olha do meu prédio. me explicaram que o dono havia iniciado obras de construção de uma galeria comercial, que fora embargada pela prefeitura na década de 50 e permanecia inacaba desde então - e sem possibilidade de retomada por conta da lei de zoneamento.
os tempos mudaram, a prefeitura da marta (afe! ela mesma!) aprovou o absurdo do que veio a se tornar a nova lei de zoneamento da cidade, e cá estamos senhores: uma das últimas quadras verdes, com vegetação original e centenária da região, fora partilhada em duas metades: uma que veio a se tornar o chamado "Bosque do Brooklin" (faça-me rir!)... e outra que abrigará o "progresso", traduzido em 3 torres de 36 (sim, eu disse trinta e seis!) andares. Do dia para a noite, isso significa a bagatela de 350 novas famílias habitando o espaço vertical da antiga quadra verde. Dado o nível de congestionamento e ruído das imediações (santa janela anti-ruído!), nem quero pensar em como vai ser a vida nova, quando essa gente toda se mudar para cá...
as obras seguem, e numa das maiores operações cara de pau do mundo, os construtores (Cyrela) vão providenciando não o transplante, mas a derrubada de uma a uma das árvores centenárias do local, incluindo as que ficam nos cantos do terreno, que visivelmente em nada obstruem o estabelecimento do progresso. E chamam por nome bonito: dizem que estão "podando" as árvores para não comprometer o abastecimento de energia elétrica. Ahhh, mudou de nome agora... porque lá do nível da rua as seqüelas do capitalismo inconseqüente não são visíveis, mas fiquei numa tristeza só, assistindo de camarote, ao espetáculo pirotécnico entre guindaste e motoserras, todos empenhados em eliminar o mal pela raíz... transformando o que foi a razão principal da minha opção por esta casa, em pedacinhos de madeira amontoados em caminhão de lixo orgânico... Meu coração está verdadeiramente em luto hoje.
olhando de baixo, ou seja, do nível da rua, muitas foram as minhas idas e vindas pela região, durante meus vai-véns diários de cada para o trabalho para casa, confesso, só para contemplar a beleza do verde da quadra, um oásis em meio à selva de pedras do entorno.
nem é preciso dizer que a escolha do prédio e da unidade de apartamento de frente para o verde, foram absolutamente pautadas pelo terreno vizinho. olhando do alto do 11°, depois de me mudar, descobri que a densidade do verde do terreno era bastante irregular, concentrada nas laterais, já que havia um esqueleto de construção no centro esquerdo de quem olha do meu prédio. me explicaram que o dono havia iniciado obras de construção de uma galeria comercial, que fora embargada pela prefeitura na década de 50 e permanecia inacaba desde então - e sem possibilidade de retomada por conta da lei de zoneamento.
os tempos mudaram, a prefeitura da marta (afe! ela mesma!) aprovou o absurdo do que veio a se tornar a nova lei de zoneamento da cidade, e cá estamos senhores: uma das últimas quadras verdes, com vegetação original e centenária da região, fora partilhada em duas metades: uma que veio a se tornar o chamado "Bosque do Brooklin" (faça-me rir!)... e outra que abrigará o "progresso", traduzido em 3 torres de 36 (sim, eu disse trinta e seis!) andares. Do dia para a noite, isso significa a bagatela de 350 novas famílias habitando o espaço vertical da antiga quadra verde. Dado o nível de congestionamento e ruído das imediações (santa janela anti-ruído!), nem quero pensar em como vai ser a vida nova, quando essa gente toda se mudar para cá...
as obras seguem, e numa das maiores operações cara de pau do mundo, os construtores (Cyrela) vão providenciando não o transplante, mas a derrubada de uma a uma das árvores centenárias do local, incluindo as que ficam nos cantos do terreno, que visivelmente em nada obstruem o estabelecimento do progresso. E chamam por nome bonito: dizem que estão "podando" as árvores para não comprometer o abastecimento de energia elétrica. Ahhh, mudou de nome agora... porque lá do nível da rua as seqüelas do capitalismo inconseqüente não são visíveis, mas fiquei numa tristeza só, assistindo de camarote, ao espetáculo pirotécnico entre guindaste e motoserras, todos empenhados em eliminar o mal pela raíz... transformando o que foi a razão principal da minha opção por esta casa, em pedacinhos de madeira amontoados em caminhão de lixo orgânico... Meu coração está verdadeiramente em luto hoje.
quinta-feira, abril 12, 2007
reflexões de uma manhã de outono
e como tenho sempre meus caros poetas em rodas de reflexão... aqui vai mais uma do quintana:
"um dia descobrimos que beijar uma pessoa para esquecer outra, é bobagem. você não só não esquece a outra pessoa como pensa muito mais nela...
um dia nós percebemos que as mulheres têm instinto “caçador” e fazem qualquer homem sofrer...
um dia descobrimos que se apaixonar é inevitável...
um dia percebemos que as melhores provas de amor são as mais simples...
um dia percebemos que o comum não nos atrai...
um dia saberemos que ser classificado como o “bonzinho” não é bom...
um dia percebemos que a pessoa que nunca te liga é a que mais pensa em você...
um dia saberemos a importância da frase: “tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas...”
um dia percebemos que somos muito importantes para alguém, mas não damos valor a isso...
um dia percebemos como aquele amigo faz falta, mas aí já é tarde demais...
enfim... um dia descobrimos que apesar de viver quase um século, esse tempo todo não é suficiente para realizarmos todos os nossos sonhos, para beijarmos todas as bocas que nos atraem, para dizer tudo o que tem que ser dito...
o jeito é: ou nos conformamos com a falta de algumas coisas na nossa vida ou lutamos para realizar todas as nossas loucuras... quem não compreende um olhar tampouco compreenderá uma longa explicação."
um dia
mário quintana (1906 - 1994)
"um dia descobrimos que beijar uma pessoa para esquecer outra, é bobagem. você não só não esquece a outra pessoa como pensa muito mais nela...
um dia nós percebemos que as mulheres têm instinto “caçador” e fazem qualquer homem sofrer...
um dia descobrimos que se apaixonar é inevitável...
um dia percebemos que as melhores provas de amor são as mais simples...
um dia percebemos que o comum não nos atrai...
um dia saberemos que ser classificado como o “bonzinho” não é bom...
um dia percebemos que a pessoa que nunca te liga é a que mais pensa em você...
um dia saberemos a importância da frase: “tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas...”
um dia percebemos que somos muito importantes para alguém, mas não damos valor a isso...
um dia percebemos como aquele amigo faz falta, mas aí já é tarde demais...
enfim... um dia descobrimos que apesar de viver quase um século, esse tempo todo não é suficiente para realizarmos todos os nossos sonhos, para beijarmos todas as bocas que nos atraem, para dizer tudo o que tem que ser dito...
o jeito é: ou nos conformamos com a falta de algumas coisas na nossa vida ou lutamos para realizar todas as nossas loucuras... quem não compreende um olhar tampouco compreenderá uma longa explicação."
um dia
mário quintana (1906 - 1994)
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