tem certas coisas na vida que me fazem pensar que educação enferruja por falta de uso. sim, acreditem, pura constatação de realidade. coisinhas simples como cumprir o que promete, sorrir, olhar nos olhos ao conversar, retribuir carinho, ser solidário, prestar atenção nas pessoas... usar a caixa postal do celular e deixar recados eficazes - sim minha gente, "caçar" as pessoas chamando repetidas vezes ao celular é pra mim uma gritante falta de senso de tudo!
eu simplesmente me recuso a imaginar a vida sem elegância. elegância é essencial e, antes de mais nada, uma questão de civilidade!
convenhamos: ser educado, receptivo, generoso, gentil, não é (ou ao menos não deveria ser) nada demais: é obrigação!
duas palavrinhas mágicas para abrir qualquer coração? elegância e cortesia; e naturalmente suas, digamos, variações pragmáticas... por favor, obrigada... garanto: não faz mal a ninguém, o maior risco é... encantar! :)
elegância e cortesia... aos meus olhos, a diferença entre o 'mais um' (artigo indefinido, masculino, singular) e o 'o' (artigo definido, masculino, singular - aquele que todo mundo lembra quando quer boa companhia).
pronto. desabafei... :)
segunda-feira, fevereiro 26, 2007
sexta-feira, fevereiro 23, 2007
quarta-feira, fevereiro 21, 2007
cai a noite na cidade
"Breve sombra escura de uma árvore citadina, leve som da água caindo no tanque triste, verde da relva regular - jardim público ao quase crepúsculo - sois, neste momento, o universo inteiro para mim, pois sois o conteúdo pleno da minha sensação consciente. Não quero mais da vida do que senti-la perder-se nestas tardes imprevistas" (f. pessoa)
terça-feira, fevereiro 20, 2007
poeminha de chuva sem sol
"De repente do riso fez-se o pranto
Silencioso e branco como a bruma
E das bocas unidas fez-se a espuma
E das mãos espalmadas fez-se o espanto.
De repente da calma fez-se o vento
Que dos olhos desfez a última chama
E da paixão fez-se o pressentimento
E do momento imóvel fez-se o drama.
De repente, não mais que de repente
Fez-se de triste o que se fez amante
E de sozinho o que se fez contente
Fez-se do amigo próximo o distante
Fez-se da vida uma aventura errante
De repente, não mais que de repente."
(vinícius de morais)
... queria tanto a chuvinha de volta...
Silencioso e branco como a bruma
E das bocas unidas fez-se a espuma
E das mãos espalmadas fez-se o espanto.
De repente da calma fez-se o vento
Que dos olhos desfez a última chama
E da paixão fez-se o pressentimento
E do momento imóvel fez-se o drama.
De repente, não mais que de repente
Fez-se de triste o que se fez amante
E de sozinho o que se fez contente
Fez-se do amigo próximo o distante
Fez-se da vida uma aventura errante
De repente, não mais que de repente."
(vinícius de morais)
... queria tanto a chuvinha de volta...
sexta-feira, fevereiro 16, 2007
début de night biker
há dias venho namorando a idéia de me juntar à galera do night bikers, que com suas dezenas de adeptos faz pit stop aqui no bairro... ontem decidi não resistir... :) noite linda, fresquinha, lua alta, percurso interessante na agenda, coração leve, pensamento longe... foi perfeito. 30km depois (do treino inclusive), para minha surpresa, a noite ficou ainda mais linda... sim, sim, é possível! felicidade talvez seja mesmo um estado de espírito! :)
+
feliz aniversário, cesar! :)
+
feliz aniversário, cesar! :)
quinta-feira, fevereiro 15, 2007
desassossego por renato russo
"quero me encontrar mas não sei onde estou. vem comigo procurar algum lugar mais calmo, longe dessa confusão e dessa gente que não se respeita. tenho quase certeza que eu não sou daqui..." (renato russo)
domingo, fevereiro 11, 2007
desassossego por mario quintana
porque tem algo
realmente especial nos quintanas e drummonds... que expressam sem escancarar, aliviam sem revelar, e gentilmente sopram sentido, sentimento, sen-tir...
"Eu queria trazer-te uns versos muito lindos colhidos no mais íntimo de mim...Suas palavras seriam as mais simples do mundo, porém não sei que luz as iluminaria que terias de fechar teus olhos para as ouvir... Sim! Uma luz que viria de dentro delas, como essa que acende inesperadas cores nas lanternas chinesas de papel! Trago-te palavras, apenas... e que estão escritas do lado de fora do papel... Não sei, eu nunca soube o que dizer-te e este poema vai morrendo, ardente e puro, ao vento da Poesia... como uma pobre lanterna que incendiou!" (mário quintana 1906 - 1994)
realmente especial nos quintanas e drummonds... que expressam sem escancarar, aliviam sem revelar, e gentilmente sopram sentido, sentimento, sen-tir..."Eu queria trazer-te uns versos muito lindos colhidos no mais íntimo de mim...Suas palavras seriam as mais simples do mundo, porém não sei que luz as iluminaria que terias de fechar teus olhos para as ouvir... Sim! Uma luz que viria de dentro delas, como essa que acende inesperadas cores nas lanternas chinesas de papel! Trago-te palavras, apenas... e que estão escritas do lado de fora do papel... Não sei, eu nunca soube o que dizer-te e este poema vai morrendo, ardente e puro, ao vento da Poesia... como uma pobre lanterna que incendiou!" (mário quintana 1906 - 1994)
terça-feira, fevereiro 06, 2007
overdose de bernardo soares
"viver é ser outro. nem sentir é possível se hoje se sente como ontem se sentiu: sentir hoje o mesmo que ontem não é sentir - é lembrar hoje o que se sentiu ontem, ser hoje o cadáver vivo do que ontem foi a vida perdida. apagar tudo do quadro, de um dia para outro, ser novo com cada nova madrugada, numa revirgindade perpétua de emoção - isto, e só isto, vale a pena ser ou ter, para ser ou ter o que imperfeitamente... somos!esta madrugada é a primeira do mundo. nunca esta cor rosa amarelecendo para branco quente pousou assim na face com que a casaria de oeste encara com olhos vidrados o silêncio que vem da luz crescente. nunca houve esta hora, nem esta luz, nem este meu ser. amanhã, o que for será outra coisa, e o que eu vir será visto por olhos recompostos, cheios de uma nova visão. altos montes da cidade! grandes arquiteturas que as encostas íngremes seguram e engrandecem, resvalamentos de edifícios diversamente amontoados, que a luz tece de sombras e queimações - sois hoje, sois eu, porque vos vejo, sois o que [serei?] amanhã, e amo-vos da amurada como um navio que passa por outro navio e há saudades desconhecidas na passagem." (f. pessoa)
domingo, fevereiro 04, 2007
entre heterônimos tantos
o livro do desassossego, do grande fernando pessoa, trouxe mais do que material fértil para a compulsão leitora da menina que não obstante vive às voltas com reflexões e elocubrações e busca de respostas... não sente a liberdade quem nunca viveu constrangido.
porque não fosse pelo conteúdo, também a forma - o que eu chamaria de pré-história do blog moderno - tem lá seu universo particular. justificada a temporária ausência de posts, vou ali ler mais um trechinho e já volto. prometo! :)
"porque eu sou do tamanho do que vejo, e não do tamanho da minha altura" (f. pessoa)
porque não fosse pelo conteúdo, também a forma - o que eu chamaria de pré-história do blog moderno - tem lá seu universo particular. justificada a temporária ausência de posts, vou ali ler mais um trechinho e já volto. prometo! :)
"porque eu sou do tamanho do que vejo, e não do tamanho da minha altura" (f. pessoa)
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