domingo, julho 20, 2008

índice big mac aplicado a revistas americanas...

Já ouviram falar do Big Mac Index, ou Índice Big Mac? O termo foi cunhado em 1996 pela revista inglesa The Economist, como um jeito informal de se referir à paridade do poder de compra entre moedas diferentes através da medida dos preços locais em função do preço do sanduíche do MacDonald's.
* * *
Pois hoje me peguei pensando sobre ele. Porque simplesmente não consigo compreender como uma revista The New Yorker pode custar 5 dólares em Nova York, e nada menos do que 34 reais ao chegar às minhas mãos brasileiras - sendo a cotação do dólar em terra brasilis abaixo de 2 reais! Tudo bem, custo logístico, conveniência; mas ainda assim... acho que está na hora de alguém dizer umas palavrinhas para a administração da New Yorker sobre impressão e distribuição internacionais. Como faz a Newsweek que, com impressão na América Latina, chega em nossas bancas por cerca de 11 reais. Estou ciente de que a comparação entre os periódicos talvez não seja válida em muitos aspectos; mas a diferença de preço por um número similar de páginas é fato.
* * *
Convenhamos, algumas coisas parecem mesmo inaceitáveis em 2008, era da digitalização!

quarta-feira, julho 16, 2008

licença literária: haroun e o mar de histórias

Mais novo integrante da minha lista de leituras finalizadas, Haroun e o Mar de Histórias é um livro simplesmente surpreendente. E por alguns bons motivos. Me explico... Surpreendente porque é parte daquela categoria de histórias que pode ser lida e interpretada sob muitas óticas distintas. Tal como acontece em clássicos como Flatland, do matemático Edwin Abbott e O Pequeno Príncipe, de Saint-Exupèry - só para citar alguns dos muitos que me vêm à cabeça quando o tema é metáfora.
Surpreendente porque conta uma estória de seres fantásticos, perfeitamente integrados apesar da diversidade entre eles, unidos pelo ideal de salvar as palavras e combinações tecidas pelos fios de histórias - estes enfraquecidos e aprisionados pelo propósito de extermínio pelos seres mudos das sombras. Apesar de fantásticos, seres comuns com suas qualidades e limitações, reconfortados e fortalecidos pela percepção coletiva do que é correto, do que vale a pena ser questionado e libertado.
Assim como pode ser lido como uma metáfora espetacular sobre o cerceamento dos direitos de expressão, criação e pensamento no mundo árabe de nascimento de Salman Rushdie - e infelizmente em muitos outros espalhados pelo planeta. Uma belíssima obra, que vale cada minuto de leitura, da primeira à última linha.

*** update: para quem quiser conferir, acabei de ler que a Livraria Cultura publicou meus comentários sobre o livro (seção opinião do leitor)

quarta-feira, julho 02, 2008

enter the box, turn the dials, and push the button!

as you already know, I'm a real fan of calvin & hobbes. well, happens that today I was sent an youtube video that is simply amazing. for those of you who could not even imagine susie and calvin together forever, here you will find something to help changing your past beliefs... Let me introduce you to ben and em! Have fun!