sábado, janeiro 31, 2009

lesão de ex-atleta

passear pelo interior de goiás teve seus pontos altos, como na foto do post anterior. mas a intensidade da maratona pelas BRs esburacadas teve seu preço: aqui estou eu novamente às voltas com dissabores dos tempos mais intensos de treinamento para as corridas de rua. (* não se iluda: a foto com o trecho de estrada aparentemente lisinha é tecnicamente uma propaganda enganosa).
senhoras e senhores, os sintomas de lesão na panturrilha estão de volta. no começo, processo inflamatório doloroso; seis a sete dias mais tarde, início da recuperação que ainda vai levar uns dias. para entender o que isso significa na prática é simples: basta imaginar como seria o mundo se você não conseguisse fazer aquele movimento circular entre a pisada com o calcanhar e a transferência do peso para a ponta dos pés - vulgo passo - simplesmente porque você sequer consegue iniciá-lo sem dor na panturrilha, ou seja, não é possível pisar com o calcanhar porque não é possível apoiá-lo no chão sem provocar uma dor considerável. insista em fazê-lo, e você passa a sentir a famosa "dor da pedrada", que na prática é aquela "pontada" desagradável na batata da perna, como se músculo e tendão estivessem "encavalados". podem acreditar: dói muito. mas torna-se quase nada comparado ao constrangimento de dizer lá na empresa que por algum tempo você não terá condições de dirigir 140km por dia para ir/voltar para/do cliente na cidade distante e menos ainda de permanecer sentado por mais de 10h/dia, numa cadeira não apropriada para que a dor seja suportável o suficiente para não interferir no seu trabalho. tempos modernos. por que raios fomos inventar de queimar sutiãs em praça pública?

segunda-feira, janeiro 26, 2009

notícias do cerrado

a foto não ficou grande coisa, mas se você reparar bem vai ver que acostamento numa estrada federal não é exatamente a melhor alternativa para um motorista fotógrafo; como os raros postos de combustível que se encontra ao longo da rodovia não são exatamente opção para mulheres viajando sós, acabei cedendo e registrando a chegada da tempestade que enfrentei em minha primeira aventura de carro pelo interior do estado de Goiás, dali mesmo, do volante do possante! fui de uberlândia (MG) para calatão (GO) com retorno, num trecho de cerca de 280km. fiquei impressionada com exuberância da vegetação, a tranqüilidade aparente das cidadezinhas, a beleza do céu de verão e dos muitos rios que cruzam a estrada. sim, peguei chuva pesada com ventania em vários trechos, mas igualmente céu aberto e sol de fim de tarde na maior parte do retorno. talvez por pura ignorância, mas eu esperava uma vegetação menos densa, folhas mais finas, verde mais rasteiro. por muito pouco não parei ali mesmo, no estreito acostamento para registrar uma revoada de urubus na hora do chá da tarde, fazendo a festa com um bicho aparentemente morto há muitas horas - foi como se a estrada não existisse, e a única coisa ali fosse mesmo a cadeia alimentar, o ciclo da natureza. o dia foi longo, a direção difícil pela estrada sinuosa e esburacada; mas o verde das plantas e o colorido das flores, sozinhos, já fizeram valer o espetáculo.

sábado, janeiro 10, 2009

sábado de sol

alguns dias são tão naturalmente felizes que deixam uma marca de luz, daquelas que minha imaginação sem limites crê que nos ajuda a, de tempos em tempos, relembrar trechinhos do arquivo da vida seguindo a trilha dos dias com pontinhos brilhantes... é sempre uma agradável surpresa constatar que dias felizes não precisam mais do que bons amigos, presença de espírito e simplicidade, como diria o poeta quintana. como poderia uma predisposição genuína de compartilhar não implicar em bem estar? da diversão a quatro mãos no piano com o frère jacques à revelação do sonho de ser transportado numa liteira por sugestão das palavras cruzadas - esqueçamos aquela parte do "alea jacta est" das palavras de júlio césar porque também já é coisa de palimpsesto, não é? (rs) - cada coisinha dá sua contribuição para o efeito iluminado do dia! felicidade é também agregar pontinhos brilhantes no arquivo da vida!

"às vezes ouço passar o vento;
e só de ouvir o vento passar, vale a pena ter nascido.
"
(f. pessoa)

quarta-feira, janeiro 07, 2009

habemos piano!

lá em casa, promessa de ano novo é coisa séria. e começa a ser paga cedo, mal começa a despertar o ano novinho que engatinha... tive hoje minha primeira aula formal de piano. a professora, conhecida dele de longa data, foi muito gentil com minha ignorância total no que vai além dos risquinhos brancos e pretos a la mondrian na grande estrela sonora da sala... a satisfação foi tanta, que ao final, se provou a motivação que faltava para fechar o negócio e trazer para casa o mais novo membro da família: um yamaha clavinova clp-330, dias atrás já testado e aprovado pelo meu músico particular (rs). precisa mais motivo para sustentar o sorriso satisfeito de orelha a orelha? :)

domingo, janeiro 04, 2009

updates de férias de verão...

para quem está acompanhando meu projeto salman rushdie, aqui vai uma nova: shalimar, o equilibrista é finito! :) o livro, publicado em 2005 em lançamento mundial no brasil, entrou para a fila dos que de fato me impressionaram dentre minhas andanças literárias de 2008. gostaria eu de saber muito mais sobre a situação da kashemira (norte da índia, já na fronteira com o paquistão), do que de fato sei. uma vez mais e ao melhor estilo professor de história do autor, o leitor tem no livro tudo o que é necessário - e apenas o que é necessário - para acompanhar a trama e mergulhar na densidade psicológica das personagens. espetacular a aula sobre o ambiente social e político que fomenta o nascimento de novas gerações de fundamentalistas islâmicos. recomendado! notinha: já iniciada a leitura de outro romance do autor que apesar do pouco lido até agora já deu sinais de ser outra grande obra: o último suspiro do mouro. aguardem...
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aprendi nestas férias de verão que em minas gerais até hotel de luxo "esquece" de emitir nota fiscal de serviços... e isso em cidade turística, heim? seria uma prerrogativa dos mineiros ou deveríamos dizer dos não-paulistas? depois ninguém entende porque o estado de conservação das estradas mineiras é lamentável...

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e para compartilhar idéias geniais, olhem só que fofurinha este cartoon selecionado dentre os melhores de 2008 pela equipe da the new yorker... (gentilmente encaminhado pelo meu namorado calvin)... :)