..."vivendo num mundo medíocre e insano". não necessariamente concordo com o juízo de valor da 6rachael a respeito do mundo; mas como discordar que esta majestosa interpretação do gigante Daniel Barenboim - e da Filarmônica de Berlin - para o segundo movimento do concerto para piano n# 21 (KV 467), em si representa o eco de nossa própria esperança em dias mais ensolarados?
deixo aqui meu presentinho para esta tarde encoberta e chuvosa: música para a alma, direto da sensibilidade dos gênios - compositor e intérprete... enjoy!
domingo, agosto 23, 2009
segunda-feira, agosto 17, 2009
terça-feira, agosto 11, 2009
inventário de aniversário
sou daquelas que registra promessas de ano novo para usar como guia a partir do primeiro dia do novo ano, a cada novo ano. mas - talvez paradoxalmente - também sou daquelas que repensa o ano anterior, a cada vez que um novo aniversário se aproxima. o meu está cada vez mais pertinho, e me peguei repassando o último ano a partir daqui.

muitas coisas mudam à medida em que a gente envelhece. uma das que tenho orgulho de, desde que me reconheço por gente, certificar que nunca perdi, foi uma capacidade enorme de adaptação e disposição para mudança. mas é mudar mesmo, não só ficar naquela de energia potencial. como já registrei aqui neste blog antes, me identifico mesmo é com a energia cinética! :)
pois que em pouco mais de um ano... deixei um emprego que não me fazia bem. comprei um piano e retomei meus estudos de música. criei coragem para administrar um iPod e ando com meus clássicos favoritos a tiracolo onde quer que eu vá. descontinuei alguns relacionamentos desalinhados com minha visão de mundo. aprendi a brincar na luderia. me encontrei entre os amantes do circo. e voltei a pensar mais seriamente sobre vida e fé. fiz novos amigos. e uma agenda novinha de planos. além do mundo da lua, ando também com um hino luterano na cabeça, que me chamou a atenção justamente por evocar a força transformadora do vento...

"Vento que anima e faz viver, vento que empurra e faz mover,
vento que dá vida, vida de alegria,
sopra sobre nós dia e noite, noite e dia."
para ficar perfeito, só falta voltar para a Alemanha.
ps: faltava! :)
para ficar perfeito, só falta voltar para a Alemanha.
ps: faltava! :)
sexta-feira, agosto 07, 2009
just do it!
no meu vai-e-vém diário pela rodovia dos imigrantes, na altura de diadema, um outdoor de propaganda da metabo mexe com os meus valores a cada operação subida. o tal outdoor, gigante e bem iluminado, já fere a beleza do céu estrelado por si, mas fica pior na medida em que destaca o infame conselho: "work hard. don't play". e a marca se posiciona como "do trabalhador"...
e eis que todos os dias, ao avistar o placar no escuro da noite, me ponho a imaginar uma forma de desvirtuar o conselho despropositado, como se com a tinta vermelha da minha inconformação pudesse pichar: "work hard. play hard!". quem foi que disse que trabalho não combina com diversão? :)
e eis que todos os dias, ao avistar o placar no escuro da noite, me ponho a imaginar uma forma de desvirtuar o conselho despropositado, como se com a tinta vermelha da minha inconformação pudesse pichar: "work hard. play hard!". quem foi que disse que trabalho não combina com diversão? :)
terça-feira, agosto 04, 2009
have you tried sacrificing your health?
a sabedoria popular conhece bem o artifício de dizer verdades através de brincadeirinhas... quem já não ouviu a clássica "toda brincadeira tem seu fundo de verdade"? como que para ilustrar, segue a versão dilbertiana desta verdade universal. divirtam-se... :)


domingo, agosto 02, 2009
para botar os comentários literários em dia
porque a "pessoa" por aqui conserva o "mau hábito" de ler muito e sempre. sim, travo lutas difíceis de virar com a agenda absurda de trabalho de um consultor em estratégia de TI; mas de batalha em batalha, a boa nova é que permaneço firme, forte - e até aqui - vencedora (mesmo que por muito pouco!)... vamos então aos comentários atrasados...
coffe with mozart, escrito pelo musicólogo julian rushton - e com prefácio do compositor sir john tavener - é leve e completo. Recomendado para quem - como eu, mesmo que de brincadeira - não carrega mozart no sobrenome ou ainda não teve coragem para encarar a biografia definitiva do mestre austríaco, ao menos na minha modesta opinião (para quem não conhece trata-se de mozart, escrito pelo respeitado musicólogo maynard solomon). Trata-se de uma imaginária entrevista entre o autor e o gênio de salzburg - apesar do argumento de ficção, os fatos narrados são todos baseados sólida fonte biográfica.
foi então que comecei a pensar mais sobre a fase do desenvolvimento da música impulsionada pela Alemanha protestante, especialmente pelos hinos luteranos em vernáculo. e assim o próximo na lista foi...
lutero, o grande reformador que revolucionou seu tempo e mudou a história da igreja. bem, para quem escolheu férias de modo a estar na Thomas-Kirsche em Leipzig, para o culto especial do feriado da Reforma em 2008, creio que a escolha dispensa maiores delongas. De leitura fluida e agradável, achei um ótimo resumo para a vida, motivações e principais realizações e desafios encarados pelo revolucionário político e religioso, martin luther. Fica a dica para rever o filme Lutero, após a leitura. Para quem já tentou assistir, aposto que vai ficar mais clara a cena que retrata a queda do raio ao lado do menino estudante, durante uma terrível tempestade, e a promessa feita para Santa Ana. Achei isso particularmente motivador, numa época em que assertividade e outros valores equivalentes são contestados até pelos pós-graduados... (sim, esta farpa tem destinatário certo. ponto.)
no meu criado-estante ultimamente repousam dois: música, maestro, do nosso grande julio medaglia; e o caderno, de josé saramago. o música, maestro está se revelando uma leitura interessante - embora nem de longe terá sido minha primeira viagem monitorada pela história da música ocidental. já o caderno tem uma coisa curiosa: trata-se de uma coleção de textos publicados no blog do saramago, portanto todos disponíveis online; portanto, é quase uma prova de conceito a favor do livro impresso, visto que está sendo consumido por alguém tão online quanto eu. mas esses dois eu vou deixar para comentar mais propriamente numa próxima vez.
coffe with mozart, escrito pelo musicólogo julian rushton - e com prefácio do compositor sir john tavener - é leve e completo. Recomendado para quem - como eu, mesmo que de brincadeira - não carrega mozart no sobrenome ou ainda não teve coragem para encarar a biografia definitiva do mestre austríaco, ao menos na minha modesta opinião (para quem não conhece trata-se de mozart, escrito pelo respeitado musicólogo maynard solomon). Trata-se de uma imaginária entrevista entre o autor e o gênio de salzburg - apesar do argumento de ficção, os fatos narrados são todos baseados sólida fonte biográfica.foi então que comecei a pensar mais sobre a fase do desenvolvimento da música impulsionada pela Alemanha protestante, especialmente pelos hinos luteranos em vernáculo. e assim o próximo na lista foi...
lutero, o grande reformador que revolucionou seu tempo e mudou a história da igreja. bem, para quem escolheu férias de modo a estar na Thomas-Kirsche em Leipzig, para o culto especial do feriado da Reforma em 2008, creio que a escolha dispensa maiores delongas. De leitura fluida e agradável, achei um ótimo resumo para a vida, motivações e principais realizações e desafios encarados pelo revolucionário político e religioso, martin luther. Fica a dica para rever o filme Lutero, após a leitura. Para quem já tentou assistir, aposto que vai ficar mais clara a cena que retrata a queda do raio ao lado do menino estudante, durante uma terrível tempestade, e a promessa feita para Santa Ana. Achei isso particularmente motivador, numa época em que assertividade e outros valores equivalentes são contestados até pelos pós-graduados... (sim, esta farpa tem destinatário certo. ponto.)no meu criado-estante ultimamente repousam dois: música, maestro, do nosso grande julio medaglia; e o caderno, de josé saramago. o música, maestro está se revelando uma leitura interessante - embora nem de longe terá sido minha primeira viagem monitorada pela história da música ocidental. já o caderno tem uma coisa curiosa: trata-se de uma coleção de textos publicados no blog do saramago, portanto todos disponíveis online; portanto, é quase uma prova de conceito a favor do livro impresso, visto que está sendo consumido por alguém tão online quanto eu. mas esses dois eu vou deixar para comentar mais propriamente numa próxima vez.
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