segunda-feira, outubro 19, 2009

nice to meet louise bourgeois!


conheci hoje um pouco da obra e da vida da escultora francesa louise bourgeois. já não sem tempo, afinal louise nasceu na frança de 1911, tendo mais tarde imigrado para os estados unidos, durante os difíceis anos entre guerras. aluna de várias escolas famosas de arte, começou a vida artística na pintura mas foi na escultura onde se tornou notável. ela tem muitas obras interessas mas particularmente, fiquei apaixonada por sua ideia fixa nas esculturas de mãos entrelaçadas. sempre negras, porque quem ama de verdade respeita a diversidade, segundo louise. sempre entrelaçadas, ora denotando apoio, ora suporte, ora carinho gratuito. o documentário é curtinho, mas bem bacana. assisti na film&arts, na versão integral do art:21, mas achei um trechinho no youtube se alguém quiser dar uma olhada.

domingo, outubro 11, 2009

o que vale a pena na vida

aproveitar a comodidade logística e passar na casa da mamãe para compartihar o jantar do dia desgastante e a boa conversa que a gente só tem com quem ama e confia. facilitar a logística de quem se dispõe a compartilhar seu melhor sorriso e tempo de ócio com a gente. patrocinar os ingredientes e utensílios para quem com seus talentos de chef aquece com alegria a surpresa do cardápio do jantar do sábado frio e chuvoso. improvisar o quanto for necessário - e sem perder a doçura - para viabilizar o delicioso almoço multicultural do domingo. felicidade interna bruta em alta. noutras palavras, tudo o que vale a pena na vida.
foto: mais uma vista do fim de tarde da varanda do território.

sábado, outubro 10, 2009

"can you americans speak any other language than English?"

excelente filme (inglorious basterds). desde o primeiro capítulo ("era uma vez na França"). cena rural, investigação do coronel hans landa que termina com um massacre familiar. excelente caracterização do vilão numa sequência de diálogos digna de nota. a propósito, o ator que dá vida ao impiedoso "caçador de judeus" - christoph waltz - ganhou o título de melhor ator em cannes por esta interpretação (e tem um filho rabino, na vida real). tarantino faz várias referências ao cinema, mas o principal deste filme é uma profunda reflexão sobre a vingança. o script - que diz-se ter sido criado e aprimorado por tarantino ao longo de uma década - é primoroso e a opção pela condução dos diálogos nos idiomas que fariam sentido na vida real (inglês, alemão, italiano e francês), na minha avaliação, tornou o todo ainda mais consistente. a propósito a cena com os supostos amigos italianos da atriz alemã no hall de entrada da noite de estréia do filme de Zoller é espetacular. assim como o roteiro deste grande filme. recomendado. belo retorno ao autêntico estilo tarantino.

deixo um trecho do diálogo entre o coronel hans landa e o fazendeiro lapadite, no capítulo 1:

hans landa. Now if one were to determine what attribute the German people share with a beast, it would be the cunning and the predatory instinct of a hawk. But if one were to determine what attributes the Jews share with a beast, it would be that of the rat. If a rat were to walk in here right now as I'm talking, would you treat it to a saucer of your delicious milk?
perrier lapadite. Probably not.
hans landa. I didn't think so. You don't like them. You don't really know why you don't like them. All you know is you find them repulsive. Consequently, a German soldier conducts a search of a house suspected of hiding Jews. Where does the hawk look? He looks in the barn, he looks in the attic, he looks in the cellar, he looks everywhere *he* would hide, but there's so many places it would never occur to a hawk to hide. However, the reason the Führer's brought me off my Alps in Austria and placed me in French cow country today is because it does occur to me. Because I'm aware what tremendous feats human beings are capable of once they abandon dignity